Alta do diesel pressiona custos logísticos
A Associação Brasileira de Operadores Logísticos (Abol) manifestou preocupação com a recente alta nos preços do diesel, impulsionada pela valorização internacional do petróleo em meio a tensões geopolíticas. Segundo a entidade, o cenário já pressiona os custos operacionais do setor e pode gerar impactos diretos nos fretes e na inflação em diferentes regiões do país.
De acordo com levantamento interno, empresas do setor já registram aumento no preço do combustível em todas as regiões do Brasil. Em média, a elevação chega a cerca de 20%, com variações mais expressivas em alguns estados, como Rio de Janeiro, Bahia e Santa Catarina, além de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, onde os reajustes também são relevantes.
Segundo a Abol, o diesel pode representar até 40% dos custos operacionais dos operadores logísticos, tornando o segmento altamente sensível às oscilações do mercado internacional. Esse peso significativo faz com que qualquer aumento seja rapidamente refletido nos preços de frete e, por consequência, em toda a cadeia produtiva e no custo final de bens e serviços.
A entidade ressalta que os operadores logísticos atuam com margens historicamente pressionadas e elevada exposição ao custo dos combustíveis. Por isso, defende que fornecedores, parceiros e clientes compreendam a necessidade de ajustes nos valores dos serviços, já que os impactos são inevitáveis diante do cenário atual e tendem a persistir enquanto houver instabilidade no mercado internacional.
A Abol também aponta que medidas para mitigar os efeitos da alta, como desoneração de tributos e subsídios ao diesel, ainda não são plenamente percebidas na ponta. Há relatos de defasagem no repasse desses benefícios ao consumidor final, o que mantém a pressão sobre os custos das empresas e dificulta o equilíbrio financeiro das operações logísticas.
Além disso, o setor acompanha com atenção possíveis desdobramentos, como paralisações de caminhoneiros e reajustes no piso mínimo do frete, que podem ampliar ainda mais os custos logísticos no país. Diante desse cenário, a entidade afirma que seguirá monitorando a situação e dialogando com agentes públicos e privados para reduzir impactos sobre a operação logística e o abastecimento em benefício da estabilidade e do consumidor final
Fonte: Modais em Foco







