Disputa judicial marca venda de mansão de Renato Aragão
A mansão onde Renato Aragão vive com a esposa, Lilian Aragão, no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro, tornou-se centro de uma longa disputa judicial. Embora a propriedade tenha sido negociada há anos, a venda não se concretizou como previsto e segue sem desfecho definitivo. As informações vieram a público por meio da coluna de Anselmo Gois, do jornal O Globo, e revelam os bastidores de um acordo firmado em 2018 que acabou judicializado.
Localizada em um terreno que ultrapassa 400 mil metros quadrados, a mansão reúne cerca de 3 mil metros quadrados de área construída. O espaço abriga uma infraestrutura de alto padrão, pensada para conforto, privacidade e lazer, o que explica o valor elevado atribuído ao imóvel ao longo das tentativas de venda. A negociação inicial envolveu a empresa Embrasa Engenharia e Mineração Brasileira S/A, com a assinatura de uma promessa de compra e venda devidamente registrada em cartório.
O contrato previa um cronograma de pagamentos para a conclusão da transferência da propriedade. No entanto, após o início do acordo, a empresa deixou de cumprir diversas parcelas estipuladas. Diante da inadimplência, Renato e Lilian buscaram a Justiça para resguardar seus direitos e interromper os efeitos da negociação que não avançou conforme o combinado. A ação judicial passou a discutir o descumprimento contratual e seus desdobramentos.
A Justiça do Rio de Janeiro analisou o caso e concedeu a reintegração de posse do imóvel ao casal. Com a decisão, Renato Aragão e a esposa retomaram oficialmente o controle da propriedade. Mesmo assim, passados mais de sete anos desde a assinatura do contrato, o processo continua em tramitação. A ação corre em segredo de Justiça, o que limita a divulgação de detalhes sobre o andamento atual e as estratégias adotadas pelas partes envolvidas.
Paralelamente à disputa judicial, outra questão ganhou repercussão pública: uma execução fiscal movida pela Prefeitura do Rio de Janeiro para cobrar valores de IPTU em atraso. A cobrança soma aproximadamente R$ 548 mil, referentes aos exercícios de 2021, 2022 e 2023. Segundo informações da família, a situação já está em processo de regularização, e as pendências fiscais não alteram a posse atual do imóvel.
Mesmo com o litígio em curso, a mansão permaneceu no mercado imobiliário nos últimos anos. Anúncios divulgados por imobiliárias indicaram inicialmente o valor de R$ 16 milhões, posteriormente reajustado para R$ 18 milhões. A família afirma que essas ofertas não chegaram formalmente ao seu conhecimento, embora tentativas de venda ocorram ao menos desde 2023, independentemente da disputa judicial ainda aberta.
O alto valor pedido encontra respaldo na estrutura e nas comodidades da propriedade. A mansão conta com heliponto particular, quadra de tênis, campo de futebol, quadra poliesportiva, piscina, salão de festas, biblioteca e garagem com capacidade para até dez veículos. O IPTU anual, estimado em cerca de R$ 40 mil, é considerado compatível com o porte e o padrão do imóvel.
Internamente, a residência se distribui em dois pavimentos. O primeiro andar abriga uma ampla sala de estar, biblioteca, adega e quatro dependências completas. No segundo piso, ficam quatro suítes confortáveis, incluindo a suíte principal, equipada com closet espaçoso e banheira de hidromassagem. A área externa complementa o conjunto com jardins de paisagismo planejado, guarita de segurança e espaços voltados ao lazer e à convivência.
Assim, a mansão que pertence ao eterno Didi Mocó segue como símbolo de luxo e também de um impasse jurídico prolongado. Enquanto a Justiça não encerra o caso, o imóvel permanece no centro das atenções, reunindo história, valor patrimonial e uma negociação que ainda busca solução definitiva.
Fonte: A Tarde







