Dólar cai menor nível em 21 meses e bolsa bate recorde.
O mercado financeiro brasileiro viveu um dia de forte otimismo, marcado pela queda do dólar ao menor patamar em 21 meses e por um novo recorde histórico da bolsa de valores. A combinação de fatores externos e internos estimulou investidores, fortaleceu moedas de países emergentes e impulsionou ações negociadas no país, especialmente nos setores com maior peso no índice acionário.
O dólar comercial encerrou a sessão vendido a R$ 5,188, registrando queda de 0,62% em relação ao fechamento anterior. Ao longo do dia, a cotação apresentou movimento consistente de baixa, chegando a tocar R$ 5,17 no início da tarde. Mesmo com a entrada de compradores aproveitando o valor mais baixo, a moeda norte-americana manteve trajetória negativa até o encerramento das negociações.
Com esse desempenho, o dólar atingiu o menor nível desde o fim de maio de 2024. No acumulado de 2026, a moeda já apresenta desvalorização superior a cinco por cento, refletindo um ambiente internacional mais favorável aos mercados emergentes e a percepção de menor pressão cambial no curto prazo.
No mercado de ações, o dia também foi de resultados expressivos. O índice Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira, fechou aos 186.241 pontos, com alta de 1,8%. O avanço foi puxado principalmente por ações de bancos, empresas do setor de petróleo e mineradoras, segmentos que possuem participação relevante na composição do índice.
O recorde anterior havia sido registrado poucos dias antes, demonstrando a sequência positiva observada desde o início do ano. Em 2026, a valorização acumulada da bolsa brasileira já ultrapassa quinze por cento, reforçando o interesse de investidores locais e estrangeiros pelo mercado acionário do país.
No cenário internacional, o dólar iniciou o pregão em queda frente ao real, acompanhando o movimento global da moeda. A possibilidade de intervenções para fortalecer o iene japonês e a repercussão de dados recentes da economia dos Estados Unidos contribuíram para esse comportamento. Os números do mercado de trabalho norte-americano, divulgados na semana anterior, vieram abaixo do esperado, aumentando as expectativas de novos cortes de juros pelo Federal Reserve.
Outro fator relevante foi a recomendação do governo da China para que bancos privados reduzam a compra de títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Como maior detentor desses papéis, o país sinalizou interesse em diversificar suas reservas internacionais. Essa decisão ampliou a pressão sobre o dólar e beneficiou moedas de países emergentes, como o real, em um ambiente que tende a seguir mais favorável nos próximos meses.







