Incêndios na França e Espanha deixam mais de 300 mil pessoas fora de casa
Uma série de incêndios florestais de grandes proporções atingiu a França e a Espanha neste fim de semana, provocando a retirada de mais de 300 mil pessoas de áreas consideradas de risco. As chamas avançam principalmente pelo sudoeste francês e pelas regiões espanholas próximas a Madri e Ávila.
Na França, aproximadamente 220 mil moradores e turistas tiveram que abandonar casas, hotéis e áreas de veraneio. Os focos atingiram a região da Aquitânia, incluindo a península de Cap Ferret, importante destino turístico da costa atlântica. O fogo também se aproximou de Bordeaux, uma das principais cidades francesas, conhecida mundialmente pela produção de vinhos.
As autoridades intensificaram as operações de retirada durante a madrugada, com policiais percorrendo residências e orientando os moradores a seguir para centros de acolhimento. Cerca de 1.500 bombeiros, militares e aeronaves trabalham para impedir que as chamas avancem sobre áreas mais densamente povoadas.
Na Espanha, mais de 75 mil pessoas foram retiradas de suas casas, enquanto outras milhares receberam ordens para permanecer em locais protegidos por causa da fumaça e do risco de novos focos. As áreas mais afetadas estão nas províncias de Madri, Ávila, Toledo e Castellón.
O incêndio registrado entre Madri e Ávila já atingiu dezenas de milhares de hectares e é considerado um dos maiores da história recente do país. As equipes de emergência concentram esforços para controlar frentes que permanecem ativas, apesar da melhora temporária nas condições durante a noite. Pelo menos uma morte foi confirmada na cidade de Manises, na região de Valência.
A situação é agravada pelas temperaturas elevadas, pela vegetação seca e pelos períodos prolongados de estiagem. Países como Portugal, Itália e Grécia enviaram profissionais e aeronaves para reforçar o combate às chamas.
Dados do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais mostram que mais de 254 mil hectares já haviam sido atingidos pelo fogo na União Europeia até 22 de julho. O número de incêndios registrados em 2026 também está acima da média observada nas últimas duas décadas.
As autoridades alertam que o cenário permanece instável e recomendam que a população das regiões afetadas acompanhe somente as orientações divulgadas pelos serviços oficiais de emergência.
Fonte: https://www.publico.pt







