Mercado ilegal causa prejuízo de R$ 473,2 bilhões no Brasil em 2025
O mercado ilegal no Brasil alcançou em 2025 o maior nível já registrado, com prejuízo estimado em R$ 473,2 bilhões. A estimativa foi divulgada pelo Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) e considera perdas da indústria e impostos que deixaram de ser arrecadados pelo governo devido à circulação de produtos contrabandeados, falsificados ou pirateados no país.
Do total calculado pelo levantamento, R$ 326,3 bilhões correspondem a perdas diretas para empresas e indústrias. Outros R$ 146,8 bilhões estão relacionados à evasão fiscal, ou seja, tributos que deixaram de ser recolhidos aos cofres públicos. Esse cenário evidencia os impactos econômicos provocados pela comercialização de mercadorias ilegais em diferentes setores da economia.
Os dados também mostram que o problema tem se ampliado ao longo dos últimos anos. Em 2020, o prejuízo estimado com o mercado ilegal era de R$ 288 bilhões. Em cinco anos, o valor cresceu cerca de 64%, representando um aumento superior a R$ 180 bilhões no período analisado.
De acordo com o estudo, o volume movimentado pelas atividades ilegais equivale a aproximadamente 3,75% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. O percentual demonstra a dimensão do problema e reforça o impacto que a ilegalidade pode provocar tanto na arrecadação pública quanto na competitividade de empresas que atuam de forma regular.
Entre os setores mais afetados aparecem o de vestuário, com prejuízo estimado em R$ 87,3 bilhões, e o de bebidas alcoólicas, com perdas próximas de R$ 83,2 bilhões. O levantamento também aponta impactos relevantes em segmentos como defensivos agrícolas, material esportivo, óculos, celulares, brinquedos e serviços de TV por assinatura.
Outros setores destacados incluem combustíveis, com perdas estimadas em cerca de R$ 29 bilhões, e o mercado de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, que registra aproximadamente R$ 21 bilhões em prejuízos.
Segundo o FNCP, alguns segmentos apresentaram crescimento mais acelerado nas perdas nos últimos anos, especialmente bebidas, cigarros, combustíveis e vestuário. A entidade destaca que esses mercados costumam atrair organizações criminosas devido à alta lucratividade gerada pela venda de produtos sem recolhimento de impostos e sem cumprir regras de controle e fiscalização.
Fonte: Modais em Foco







