Omoda Jaecoo acelera fábrica e mira top 10 no Brasil
A Omoda Jaecoo acelera sua estratégia no Brasil após vender quase 10 mil veículos e alcançar 8,6% do segmento de eletrificados em janeiro. Controlada pela Chery International, a montadora chinesa decidiu concentrar sua atuação em modelos elétricos e híbridos plug-in, evitando tecnologias de entrada, como híbridos leves. A decisão segue a experiência do mercado chinês, onde o custo dos sistemas plug-in já se aproxima dos veículos a combustão, permitindo ampliar a oferta com maior competitividade e foco em eficiência energética.
Segundo o vice-presidente Roger Corassa, a tendência é que os híbridos plug-in ganhem espaço nas garagens brasileiras até o fim da década. Ele afirma que há forte demanda por modelos híbridos e destaca o interesse pelo Omoda 5, apontado como candidato a híbrido mais acessível do país. O modelo deve iniciar sua trajetória com motorização 1.5 híbrida flex, no padrão HEV, mas a arquitetura já prevê evolução rápida para a tecnologia PHEV flex, planejada para os próximos anos.
Dentro do portfólio, o SUV Jaecoo 7 terá papel estratégico como principal vitrine da marca no país, abrindo caminho para versões mais acessíveis. Para acelerar participação, a empresa aposta em condições comerciais competitivas, incluindo financiamento com taxa zero e prazos longos, prática pouco comum no setor recente. A ação busca ampliar visibilidade e atrair consumidores interessados em eletrificação.
O calendário de lançamentos reforça o plano de expansão. O Jaecoo 5 deve chegar no primeiro semestre, seguido pelo Jaecoo 8 em agosto e pelo Omoda 4 em novembro. Já o primeiro híbrido flex está previsto para meados do próximo ano. Com a ampliação da linha e a produção nacional em desenvolvimento, a Omoda Jaecoo pretende crescer rapidamente e alcançar o grupo das dez marcas mais vendidas, defendendo a proposta de democratizar o acesso às tecnologias elétricas e híbridas no mercado brasileiro. A estratégia inclui fortalecer rede de concessionárias, ampliar serviços de pós-venda, investir em comunicação sobre eficiência energética e acompanhar políticas públicas de mobilidade limpa, buscando confiança do consumidor, previsibilidade regulatória e parcerias industriais que sustentem a produção local, reduzam custos logísticos e consolidem presença competitiva no país nos próximos anos futuros próximos.
Fonte: Guia do Carro







