Operação Drible Sujo mira rede de tráfico no DF
Uma organização criminosa investigada por distribuir cocaína no Distrito Federal tornou-se alvo de uma operação da Polícia Civil nas primeiras horas desta quinta-feira, 12. A ação, chamada Operação Drible Sujo, tem como objetivo desarticular um grupo suspeito de atuar no tráfico de drogas em diversas regiões administrativas da capital e também em cidades do Entorno.
Segundo as investigações conduzidas pela 5ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal, integrantes da quadrilha utilizavam apelidos inspirados em grandes nomes do futebol mundial para se identificar. Dois dos principais investigados eram conhecidos pelos codinomes Neymar e Messi, referências aos jogadores Neymar e Lionel Messi. De acordo com os policiais, o uso desses nomes funcionava como uma estratégia interna para facilitar a comunicação entre os membros e criar uma aparência de discrição nas conversas.
A estrutura do grupo também seguia uma lógica semelhante à de um time de futebol. Integrantes em posições inferiores eram chamados de atletas e identificados por números, como Atleta 1, Atleta 2 ou Atleta 3. Esses participantes ficavam responsáveis por tarefas operacionais, incluindo transporte, armazenamento e distribuição das drogas em diferentes áreas do Distrito Federal.
As investigações da Polícia Civil se estenderam por mais de um ano e indicaram que o grupo possuía uma estrutura organizada com atuação em várias regiões administrativas do Distrito Federal e também em municípios vizinhos.
Com base nas provas reunidas durante a investigação a Justiça autorizou o cumprimento de vinte e três mandados de prisão preventiva e vinte e oito mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais passaram a ser executadas simultaneamente por equipes da Polícia Civil com apoio da Divisão de Operações Especiais e da Seção de Operações com Cães.
As diligências ocorrem em diferentes localidades como Samambaia Ceilândia Cruzeiro Guará Taguatinga Candangolândia Brazlândia e Gama. A operação também alcança cidades do Entorno incluindo Valparaíso de Goiás Luziânia e Cidade Ocidental.
Segundo os investigadores a organização funcionava com divisão clara de funções. Alguns integrantes eram responsáveis pelo fornecimento das drogas enquanto outros atuavam na distribuição nos pontos de venda e na logística de transporte e armazenamento dos entorpecentes.
Outra parte do grupo cuidava do controle financeiro das atividades ilegais. Para dificultar o rastreamento do dinheiro obtido com o tráfico os suspeitos utilizavam contas bancárias em nome de terceiros e outros mecanismos de dissimulação.
Durante o cumprimento dos mandados policiais procuram apreender drogas armas dinheiro em espécie celulares documentos e materiais que possam reforçar as provas da investigação e auxiliar na identificação de novos participantes do esquema criminoso.
As autoridades afirmam que as apurações continuam e não descartam novas prisões e outras etapas da investigação nos próximos dias enquanto os materiais recolhidos passam por análise técnica detalhada para esclarecer responsabilidades e ampliar o caso investigado.
Fonte: A Tarde







