Padilha defende regras rígidas para bets
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, voltou a defender nesta sexta-feira, em São Paulo, a criação de regras mais rígidas para a publicidade das apostas online, conhecidas como bets. Para ele, o avanço desse tipo de jogo representa um desafio relevante para a saúde pública, exigindo medidas semelhantes às adotadas no passado para reduzir o consumo de cigarro.
Em entrevista concedida a jornalistas, após participar de agenda com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na inauguração do Centro de Ensino, Simulação e Inovação do Instituto do Coração, em São Paulo, Padilha afirmou que é necessário ampliar a regulação para conter a exposição da população, especialmente de jovens, a conteúdos que incentivem apostas.
Segundo o ministro, o governo já avançou ao adotar mecanismos que dificultam o acesso de crianças às plataformas de apostas, mas ainda há necessidade de novas ações no Congresso Nacional. Ele defende que o país adote regras inspiradas na legislação antitabaco, incluindo restrições severas à publicidade.
Para Padilha, a comparação com o cigarro é pertinente, já que ambos os contextos envolvem riscos de dependência e impactos sociais. Ele destacou que, no passado, campanhas publicitárias ampliaram o consumo de tabaco, inclusive com presença em eventos esportivos, cenário que hoje se repete com as bets.
O ministro também citou entrevista recente em programa de rádio, na qual reforçou que o vício em apostas online já alcança proporções preocupantes e demanda respostas mais firmes do poder público.
Durante a agenda, Padilha comentou ainda sobre o aumento da fiscalização em torno das chamadas canetas emagrecedoras. Segundo ele, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária tem intensificado o monitoramento desses produtos, mas será necessário avançar na supervisão de farmácias de manipulação.
De acordo com o ministro, alguns estabelecimentos passaram a atuar em escala industrial, o que exige cumprimento das mesmas regras aplicadas às indústrias farmacêuticas, garantindo segurança aos pacientes e maior controle sanitário.
A proposta de ampliar regras para publicidade e fiscalização integra o debate atual sobre saúde pública no Brasil, envolvendo prevenção, regulação e proteção da população diante de novos hábitos e tecnologias que influenciam comportamentos e decisões de consumo em larga escala no país hoje inteiro ainda em transformação constante social.
Fonte: Agência Brasil







