Petrobras relaciona aumento do diesel ao impacto da guerra no Oriente Médio
O aumento recente no preço do diesel no Brasil foi atribuído pela Petrobras às tensões geopolíticas no Oriente Médio. A explicação foi apresentada pela presidente da estatal, Magda Chambriard, durante entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira. Segundo a executiva, o conflito internacional elevou a pressão sobre o mercado de energia e obrigou a companhia a reavaliar os preços do combustível de forma contínua. Apesar desse cenário de incerteza global, a Petrobras afirma que mantém o abastecimento regular no país e que não existe risco de falta de combustível no mercado interno.
De acordo com Chambriard, o diesel vinha registrando trajetória de queda ao longo dos últimos anos, mas o cenário internacional alterou essa tendência. A guerra na região produtora de petróleo elevou custos e aumentou a volatilidade dos preços no mercado global. Diante desse contexto, a empresa passou a monitorar diariamente o comportamento do setor energético para decidir eventuais ajustes. Até agora, segundo a Petrobras, não há previsão de reajuste no preço da gasolina.
Mesmo com o aumento anunciado, a Petrobras destacou que as distribuidoras continuam recebendo volumes de diesel superiores ao pactuado em contratos anteriores. A estatal afirma que tem mantido a regularidade das entregas e reforça que não há qualquer justificativa para falta de combustível ou para aumentos abusivos ao consumidor final. A empresa também afirma que busca evitar a transmissão de instabilidade ao mercado, tentando preservar equilíbrio e previsibilidade no abastecimento nacional.
Segundo a presidente da Petrobras, a tendência de redução no preço do diesel existia poucas semanas antes do anúncio. No entanto, a escalada do conflito no Oriente Médio alterou as expectativas do mercado internacional de petróleo. Esse movimento pressionou os custos do combustível e obrigou a empresa a revisar sua estratégia de preços. Chambriard ressaltou que o objetivo da companhia é agir com cautela para não ampliar a instabilidade econômica.
O impacto do reajuste poderia ter sido maior caso medidas adotadas pelo governo federal não tivessem sido implementadas. Entre as ações anunciadas está a suspensão das alíquotas de PIS e Cofins sobre a importação e comercialização do diesel. Segundo estimativas do Ministério da Fazenda, essa decisão representa uma redução de aproximadamente trinta e dois centavos por litro no preço do combustível.
Além da redução tributária, o governo também editou uma medida provisória que prevê subvenção ao diesel para produtores e importadores. De acordo com cálculos apresentados pela Petrobras, sem essas ações o reajuste necessário poderia chegar a setenta centavos por litro. Com as medidas de compensação adotadas, o aumento efetivo anunciado ficou próximo de seis centavos por litro.
Para o consumidor final, o efeito pode ser ainda menor. Isso ocorre porque o diesel vendido nos postos brasileiros é misturado ao biodiesel, o que reduz o impacto direto do reajuste. Ainda assim, o preço final depende das decisões comerciais tomadas por distribuidoras e postos de combustíveis. A Petrobras reforçou que não controla os valores cobrados ao consumidor nas bombas.
Apesar de não haver reajuste na gasolina, consumidores relatam que alguns postos aumentaram os preços. Questionada sobre esse movimento, Chambriard afirmou que não há justificativa relacionada à Petrobras, já que as entregas seguem regulares e não houve alteração no preço do combustível vendido às distribuidoras. A executiva pediu responsabilidade ao setor para evitar aumentos especulativos.
A presidente também lembrou que a Petrobras não atua mais diretamente na venda final de combustíveis. Nos últimos anos a antiga subsidiária BR Distribuidora foi privatizada e passou a se chamar Vibra Energia. Embora muitos postos ainda utilizem a marca BR eles não pertencem mais à Petrobras. Além disso a empresa assinou acordo que limita sua atuação nesse segmento do mercado. Por essa razão a estatal afirma que a definição dos preços ao consumidor depende de decisões comerciais tomadas ao longo da cadeia de distribuição. Chambriard também fez um apelo aos governos estaduais para que avaliem a possibilidade de reduzir o ICMS sobre combustíveis argumentando que a cooperação entre União e estados pode
Fonte: Agência Brasil







