Pneus nacionais duram 16% mais na recapagem
Os pneus nacionais apresentam, em média, 16% mais sobrevida na recapagem ante aos importados. Na prática, isso significa que os pneus produzidos localmente alcançam uma média de 1,94 vida útil ou quase duas reformas ao longo de sua trajetória contra 1,78 dos importados. A diferença também aparece na primeira avaliação da carcaça: os importados têm taxa de rejeição de 21,6%, contra 16,9% dos nacionais.
As informações são de um estudo inédito da Junsoft, divulgado durante a Pneushow 2026. A análise foi baseada em 709 mil pneus de caminhões e ônibus e 400 marcas acompanhadas entre janeiro de 2025 e maio de 2026. “O mercado passou a conviver com uma oferta muito ampla de marcas e padrões de qualidade. Há importados excelentes, mas também há pneus com carcaças que não resistem nem à primeira tentativa de reforma. Já no pneu nacional a variabilidade é menor. Quando o consumidor olha apenas para o preço de prateleira, pode pagar mais caro no longo prazo”, explica Guilherme Gazzoni, CEO da Junsoft.
O impacto dessa diferença também aparece na operação das frotas. Em uma simulação com 100 caminhões e 18 pneus por veículo, a maior taxa de rejeição de importados na primeira recapagem pode representar dezenas de pneus descartados a mais já no primeiro ciclo de uso. Considerando pneus novos a R$ 2 mil e uma vida útil média de 80 mil km na primeira rodada, a economia potencial pode ultrapassar R$ 123 mil ao ano em uma única frota além da redução significativa na geração de resíduos. Em operações maiores, com mil caminhões, o efeito é ampliado, chegando a cerca de 160 pneus a menos descartados no primeiro ciclo.
Fonte: Modais em Foco







