Portugal faz maior apreensão de cocaína da sua história
As autoridades portuguesas realizaram uma operação histórica ao apreender um submarino semissubmersível que transportava quase nove toneladas de cocaína em alto-mar. A ação, divulgada no domingo, dia 25, entrou para os registros como a maior apreensão de entorpecentes já realizada em Portugal e reforça o papel do país no combate internacional ao tráfico de drogas.
A Polícia Judiciária coordenou a operação e atuou de forma integrada com forças internacionais especializadas no enfrentamento ao crime organizado. Entre as instituições parceiras estiveram a agência antidrogas dos Estados Unidos, a Drug Enforcement Administration, a Joint Interagency Task Force South e a Agência Nacional do Crime do Reino Unido. A cooperação entre diferentes países mostrou a importância do trabalho conjunto para enfrentar redes criminosas que atuam além das fronteiras nacionais.
Segundo as informações divulgadas, o semissubmersível partiu da América Latina e seguia em direção à Europa quando foi interceptado a cerca de 230 milhas náuticas do arquipélago dos Açores. A abordagem ocorreu em alto-mar e exigiu preparo técnico das equipes envolvidas, já que as condições climáticas eram adversas no momento da ação. Mesmo diante do mau tempo, as forças de segurança conseguiram concluir a operação com sucesso.
No interior da embarcação, as equipes localizaram aproximadamente 300 fardos de cocaína, totalizando quase nove toneladas da droga. O volume expressivo do carregamento evidencia a dimensão das rotas internacionais do tráfico e o alto nível de organização das estruturas criminosas envolvidas nesse tipo de transporte.
O submarino era tripulado por quatro homens. As autoridades não divulgaram as nacionalidades das pessoas envolvidas nem confirmaram, até o momento, detalhes sobre prisões ou medidas judiciais adotadas imediatamente após a apreensão. As investigações seguem em andamento para identificar todos os responsáveis e possíveis conexões com outras organizações criminosas.
A apreensão representa um marco para a segurança pública portuguesa e envia um sinal claro de que o país mantém vigilância ativa sobre suas águas e fronteiras marítimas. A ação também reforça a importância da cooperação internacional contínua no enfrentamento ao tráfico de drogas e na proteção das sociedades contra os impactos desse tipo de crime.
Fonte: A Tarde







