Prisão de Adilsinho resulta de ação integrada das polícias no Rio
A prisão do banqueiro do jogo do bicho Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, ocorreu nesta quinta-feira, em Cabo Frio, na Região dos Lagos, e foi apontada pela Polícia Federal como resultado de um trabalho persistente das forças de segurança. Segundo o superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Fábio Galvão, a captura representa o desfecho de uma atuação marcada por planejamento, integração e troca de informações entre instituições.
De acordo com Galvão, esta foi a terceira tentativa de prender o contraventor. As investigações enfrentaram dificuldades, sobretudo por conta de esquemas de proteção associados à chamada máfia do jogo do bicho. Ainda assim, as equipes mantiveram o acompanhamento das movimentações e avançaram nas diligências até cumprir o mandado de prisão.
A operação contou com a participação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio de Janeiro, que reúne Polícia Federal e Polícia Civil. O superintendente destacou a atuação conjunta das equipes e classificou a prisão como um impacto relevante contra a estrutura criminosa investigada. Ele ressaltou que a integração entre os órgãos foi decisiva para o êxito da ação.
Antes da captura, as forças de segurança já haviam realizado operações relacionadas ao grupo investigado. Segundo as autoridades, três fábricas clandestinas de cigarros vinculadas ao esquema foram desativadas. As investigações apontam que a produção ilegal de cigarros era uma das principais fontes de recursos, além da exploração do jogo do bicho e da utilização de máquinas de caça-níqueis.
O secretário de Estado de Polícia Civil, Felipe Curi, também comentou a operação e agradeceu a parceria entre as instituições. Ele afirmou que a troca de informações de inteligência e a atuação coordenada têm fortalecido o combate ao crime organizado no estado. Para o secretário, a prisão representa mais uma ação bem-sucedida no enfrentamento a organizações criminosas.
As autoridades informaram que Adilsinho é investigado por envolvimento em dezenas de homicídios. Os casos estão sob apuração das Delegacias de Homicídios da Capital, da Baixada Fluminense e da região de Niterói e São Gonçalo. Segundo Curi, já existem três mandados de prisão relacionados a investigações conduzidas pela Polícia Civil sobre crimes atribuídos ao investigado.
Entre os casos mencionados está a morte de um advogado ocorrida em fevereiro de 2024. O crime aconteceu em frente à sede da Ordem dos Advogados do Brasil, próximo ao Ministério Público e à Defensoria Pública, em uma ação que chamou atenção pela ousadia. A apuração segue em andamento pelas autoridades competentes.
Outro ponto destacado pelas forças de segurança foi a situação encontrada em uma das fábricas clandestinas desativadas. Mais de vinte trabalhadores paraguaios estavam no local em condição análoga à escravidão, conforme relato das autoridades. Equipamentos e estruturas também foram apreendidos em outras unidades localizadas na Baixada Fluminense.
As investigações continuam para aprofundar a apuração sobre os crimes atribuídos ao grupo. Para as autoridades, a prisão reforça a importância da cooperação institucional no enfrentamento ao crime organizado e representa um passo relevante para a segurança pública no estado do Rio de Janeiro.
Agência Brasil







