Transporte aéreo ultraexpresso impulsiona setor de eventos no Brasil
Com recorde histórico superior a R$ 140 bilhões em consumo em 2025 e projeção de crescimento de 7,8% para 2026, segundo a Associação Brasileira dos Promotores de Eventos, o setor de eventos e entretenimento no Brasil consolida sua relevância econômica. A atividade já representa cerca de 4% do Produto Interno Bruto e reforça o papel estratégico do país no cenário global de shows ao vivo. Nesse contexto de expansão acelerada, o transporte aéreo ultraexpresso tornou-se peça essencial para garantir prazos, segurança e eficiência operacional.
O Brasil ocupa a segunda posição mundial no mercado de shows ao vivo, atrás apenas dos Estados Unidos, conforme relatório da PwC em parceria com o Live Entertainment. A dimensão dessa indústria exige precisão logística. Montagens e desmontagens de estruturas ocorrem em janelas cada vez mais curtas, o que reduz margens para atrasos e amplia a responsabilidade dos operadores logísticos especializados.
Segundo Marcelo Zeferino, especialista em logística ultraexpressa e CCO da Prestex, o transporte aéreo é responsável por movimentar equipamentos de som e iluminação de alta tecnologia, estruturas cenográficas, câmeras, notebooks, kits de filmagem, materiais promocionais e até contratos de artistas e documentos estratégicos. Esses itens precisam chegar ao destino com rapidez e integridade. No entretenimento, qualquer falha pode comprometer toda a operação.
O cancelamento de um show ou o adiamento de uma convenção corporativa pode gerar prejuízos milionários, além de danos à reputação de marcas e artistas. Mesmo com reembolso de ingressos, o público pode se sentir frustrado, afetando a relação de confiança. Para organizadoras e patrocinadoras, há riscos de multas contratuais, perdas comerciais, desperdício de estruturas já montadas e custos adicionais com desmontagem e transporte. Diante desse cenário, o modal aéreo passou a ser adotado como solução estratégica para viabilizar cronogramas apertados.
Empresas especializadas em logística aérea recomendam a contratação de operadoras homologadas para urgências, com acesso a voos comerciais e opções de fretamento, além de atendimento contínuo. A cobertura de seguro abrangente é considerada indispensável devido ao alto valor agregado dos equipamentos transportados. Também é fundamental contar com sistemas de rastreamento e monitoramento em tempo real, que permitam acompanhar cada etapa da operação, da decolagem à entrega final.
Planos de contingência aérea são outro ponto decisivo. É necessário prever alternativas para atrasos, cancelamentos ou mudanças de rota. O conhecimento regulatório também se destaca, especialmente no cumprimento das normas da Agência Nacional de Aviação Civil e das exigências alfandegárias para cargas especiais. Indicadores de desempenho, como OTD e OTIF, ajudam a medir pontualidade e integridade das entregas, assegurando transparência e controle de qualidade.
A agenda de megaeventos previstos para 2026 reforça essa tendência. Grandes encontros corporativos, festivais musicais e feiras setoriais demandam estruturas complexas e sincronização precisa entre fornecedores, artistas e equipes técnicas. A velocidade deixou de ser diferencial competitivo e passou a ser requisito operacional básico.
De acordo com a Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia 2025 a 2029 da PwC, o setor deve crescer em média 4,4% ao ano até 2029. Quanto maior a expansão, maior também a complexidade logística envolvendo equipamentos, tecnologia, cenários e equipes multidisciplinares. Nesse ambiente dinâmico, a logística ultraexpressa B2B impulsionada pelo transporte aéreo fortalece a competitividade do setor, garantindo que cada evento aconteça conforme planejado e dentro dos prazos estabelecidos.







